terça-feira, 11 de outubro de 2016

Mesuras com o chapéu alheio




O pêtê conseguiu a proeza de "quebrar o brasil"... Foram 13 anos da mais deslavada corrupção, roubo descarado, apropriação da "coisa pública" como se fosse o quintal da casa de seus membros. Aparelhamento das instituições públicas com pessoas incapazes com o único objetivo de achacarem empresas fornecedoras de serviços, com objetivos eleitoreiros e de enriquecimento ilícito.

Apesar de alijados do poder, continuam sua doutrinação perversa e encontram terreno fértil nos incautos "inocentes úteis", nos que perderam a boquinha e nos de notável má-fé, que não têm nenhum compromisso com o bem do país e de seus cidadãos.

Quando uma família ganha R$ 1.000,00 mensalmente mas com sua vida perdulária gasta R$ 3.000,00 o que fazer?

Financiar o déficit no cartão de crédito, mesmo sabendo que os juros mensais da dívida os engolirão em breve? Ou declarar o famoso "devo e não nego, pago quando puder"? Ah... Poderia ainda esbravejar que aquele credor que acabar com sua família e que, por isso, recusa-se a pagar a dívida...

Ou rever os gastos, muda a escola dos filhos, corta viagens, itens supérfluos na feira, melhora a gestão do dinheiro para pagar suas dívidas e continuar vivendo?



É isso que está em jogo e é o que está sendo feito no Brasil com a PEC 241, que ontem foi integralmente aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. O que importa não é "o quanto se gasta", mas sim "como se gasta". Se os recursos forem bem utilizados, sem corrupção, lógico que haverá apertos, mas com certeza um aperto necessário para que o país possa superar a quebradeira que lhe foi imposto.

Causa-me riso os incautos que chamam de "golpistas" aos que apoiam as medidas e que, supostamente, estariam envergonhados de "bater panelas". Golpistas, na verdade, foram aqueles que quebraram o país.

Se esse súbito "amor pela pátria" for verdadeiro, então apõem as medidas. Afinal esse governo é a continuidade daquele que elegeram.

É muito fácil "fazer mesuras com chapéu alheio", ou seja, pousar de modernos e a favor do povo, pagando a conta com dinheiro alheio.

Não votei no atual presidente e concordo com todas as avaliações depreciativas feitas ao seu respeito e ao seu governo, porém respeito as medidas implementadas e vejo nelas apenas um dos caminhos para recuperar o país e tirá-lo do atoleiro econômico e moral que lhe imputou o "pêtê" e seus asseclas.


Recife - PE 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Velhacos!



Segundo os dicionários, Velhaco significa:

s.m.Homem que vive de procedimentos enganadores; traiçoeiro, patife, tratante; devasso: para velhaco, velhaco e meio.adj.Fraudulento, maroto, finório: ingenuidade velhaca.Esse termo tem habitado a minha mente, todas as vezes que, nessa época de eleições, vejo virem à tona, figuras execráveis, que utilizam a palavra "povo" apenas como uma escada para atingir seus propósitos mais nefastos.Feliz foi Stendhal (1783-18420, autor do clássico "O Vermelho e o Negro", entre outros romances, ao pronunciar a frase que ilustra uma das imagens acima: "as pessoas que reverenciamos não passam de velhacos que tiveram a felicidade de não serem apanhadas em flagrante delito".Vejo candidatos a prefeito, vices e vereadores, cujo maior patrimônio é um sobrenome, como se isso fosse garantia de um mandato de qualidade, cheque em branco a quem nunca prestou serviços à comunidade. A propaganda de rádio de um candidato desses, na cidade de Olinda, cita "dois mortos ilustres", como seus eleitores, seu irmão e seu avô, que certamente "psicografaram" o apoio das profundezas onde suas almas agonizam.Outro, este na cidade do Recife, envolvido com desvio de verbas com tentativa de comprovação através de notas frias, tenta ludibriar os incautos com sua cara bonitinha e velhaca.As propagandas políticas risíveis e imbecis, por todo o país, são as "provas materiais" da qualidade de nossa representatividade. Vale a pena sair de casa para votar? Uma coisa é certa: vivemos em uma DEMOCRACIA que nos OBRIGA a escolher o patife que vai nos roubar, quando o voto é antes de ser um dever, um direito, que deve ser exercido com liberdade.Mas "nunca na história deste país", houve um velhaco tão velhaco, como lula, hoje denunciado pelo Ministério Público, por parte de seus crimes, mas que manipula os incautos, os idiotas e seus comparsas, a acreditarem numa inocência insustentável, tentando desacreditar o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário do país, como se todos fizessem parte de um complô para comprometê-lo injustamente. Esquece ele, que não há motivação política nas denúncias, todas consubstanciadas com provas documentais e testemunhais.Haverá um dia em que os velhacos serão dizimados? Haverá um dia em que este país possa respirar um ar menos fétido e putrificado pela corrupção, pela mentira, pela manipulação e pela arrogância de seus líderes?Ou a melhor saída para os brasileiros decentes será ainda, por algum aeroporto internacional mais próximo?
Santa Cruz do Capibaribe - PE



domingo, 4 de janeiro de 2015

Pelados, sem mão nos bolsos


Enquanto certa parcela dos brasileiros, os ditos "mais esclarecidos", se deixam manipular pela mídia, tentando ridicularizar a roupa que uma senhora de mais de 60 anos usa, essa mesma senhora, uma seguidora incorrigível de Nicoló Machiavello (os fins justificam os meios) e e de Luis XV, rei absolutista francês (O estado sou eu), continua aprontando das suas, deixando seus críticos cada vez mais pelados e sem bolsos para porem suas mãos.

Na montagem de sua equipe, cedeu ao óbvio ao montar sua equipe econômica, que prenunciou medidas duras, que não seriam necessárias, caso o "desgoverno" dessa mesma senhora, tivesse feito o dever de casa com competência. Mas mesmo assim, não deixa de ser "dilma, a absoluta", quando desautoriza publicamente uma declaração de um ministro dessa área, dada no dia de sua posse, com a sutileza de um coice de mula, o que está acostumada a fazer com seus auxiliares subservientes. Tivesse esse ministro, um mínimo de dignidade e amor próprio, pediria, de imediato, sua demissão. Ao não fazê-lo, abre as portas para mais descompusturas públicas até ficar "de cara lisa", como se diz no Nordeste.

Por outro lado, nomeia para o Ministério dos Esportes, alguém que confessa não entender nada de esportes e que ainda responde processo na justiça. E ainda, para o Ministério da Educação, um ministro mal educado, que, diante de uma prolongada greve de professores em seu estado, declarou aos professores: "que deveriam ensinar por amor, que quem quer ensinar por dinheiro que vá para a iniciativa privada". Afora tantos outros, mais apropriados a fazerem parte das manchetes policiais, que das políticas.

Nada de novo. São apenas os petralhas, sendo petralhas!


Recife - PE

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Me tira o tubo


Nos anos 90, havia um personagem no programa humorístico "Viva o Gordo", que era protagonizado por Jô Soares, cujo nome era "General". Tratava-se de um general dos tempos da Ditadura Militar que, depois de alguns anos em estado de coma, acorda com o país vivendo uma Democracia. Como se mantém vivo graças aos tubos ligados ao seu corpo, todas as vezes que tomava conhecimento de algum fato que ia de encontro à sua ideologia "linha dura", gritava o bordão "me tira o tubo".

Pois é... Embora não esteja sobrevivendo ligado a nenhum tubo, às vezes dá vontade de "não existir" em um país que a cada dia e momento que passa, emite mais sinais de que "não tem mais jeito"; um país onde ser honesto é sinônimo de ser otário; um país onde "o certo é ser errado".

Depois de um mês evitando ver telejornais, ouvir rádios de notícias e ler o noticiário com frequência, ao voltar percebo o quanto esse país me enoja a cada dia mais:

- Graças à imprensa nacional como um tudo, descobri que existe uma pessoa chamada Andressa Urach, grande brasileira com serviços prestados à nação desde que foi eleita "Miss Bumbum" e que seu estado de saúde, de resto consequência de suas opções em busca de melhorias estéticas, tem importância nacional, infinitamente maior do que aqueles "brasileiros menores e sem bunda siliconada", que sofrem diuturnamente nas filas para conseguirem atendimento médico, vagas em leitos hospitalares, tratamento de saúde digno;

- Descobri ainda que apesar das graves denúncias que pairam sobre o governo e políticos, com desvio bilionário de verbas da Petrobrás, o brasileiro sequer fica mais indignado e questiona ou responsabiliza os responsáveis por essa sangria a que é submetida os recursos e riquezas nacionais, que é de cada um de nós;

- Ah... Aqui também é possível mudar uma lei, para justificar o "não cumprimento"  dela. E se isso não for possível pelas "vias normais", se pode também "comprar o voto" dos deputados, com a condição de liberação de verbas. Verbas essas que deveriam servir às necessidades da população, mas que também serão desviadas em proveito próprio.

Dá nojo viver aqui!


Recife - PE

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Ao vencedor, as batatas!



Ainda vivemos em uma democracia que é, certamente, o pior dos regimes, exceto todos os outros. Espero que continuemos a ser uma.

A escolha está feita e os vencedores comemoram e os perdedores lamentam. Mas essa eleição não foi perdida ontem. A eleição começou a ser perdida desde 4 anos atrás, com a oposição, que foi esfacelada nas eleições de 2010, calada, tímida, sem forças, assimilando o nocaute.

O próprio Aécio Neves foi um senador fraco e um opositor displicente, começando a fazer oposição apenas quando lhe era conveniente, já que o seu partido, o mais combalido pela devatastação petralha, não tinha muitas opções. Escolheu a única possível, mas não a melhor para o país.

Sou ruim de previsões, reconheço. E espero que as que tenho feito de fato, não se realizem. Mas diante do quadro de corrupção que impera nesse país, se houver justiça justa, com certeza esse mandato ganho ontem nas urnas, não se cumprirá até o final, bastando para isso que a própria democracia use os instrumentos da lei. A outra previsão é a de que esse país se torne uma espécie de "Braziluela", misto de Brasil com a destruída Venezuela. Ambas as previsões, a conferir!

Que a oposição, que apesar dos pesares, saiu fortalecida, saiba se impor e cumprir, agora com competência o seu papel.

Que esse sentimento de "dois Brasis", não prospere. Não foi o Norte e Nordeste quem apenas deu o mandato à presidente, mas também o Rio de Janeiro e Minas Gerais, terra onde o Aécio tinha a obrigação moral de ser campeão dos votos e não foi.

Saudades do Brasil!

Recife - PE
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