terça-feira, 10 de março de 2009

O exército está de quatro!


Há algum tempo ouvi uma história que, certamente, faz parte do chamado "folclore político" dos chamados "anos de chumbo", na ditadura militar que mandou no país de 1964 a 1985. O fato supostamente se passou na cidade de Caruaru, interior de Pernambuco.

Havia naquela cidade um certo fofoqueiro, que sempre nas rodas de amigos, inventava fatos à respeito da atuação do exército, sempre tentando mostrar uma influência que, de fato, não tinha nem nunca teve. Era um "ser folclórico", como se diz. Porém, o comandante do exército na região, sabendo das fofocas feitas pelo "dito cujo" e conhecendo suas motivações, resolveu lhe dar um susto. Mandou prender o elemento e, no quartel, simulou uma execução num pelotão de fuzilamento, com as armas carregadas com balas de festim. Quando foi dada a ordem de atirar o fofoqueiro borrou-se por inteiro e, obviamente, não sofreu nenhum ferimento. O comandante disse-lhe que daquele dia em diante ele pensasse melhor antes de criar suas histórias mentirosas à respeito do exército e o mandou embora. Passou-se mais de um mês até ele voltar a frequentar a roda de amigos. Quando retornou, os amigos indagaram sobre "qual era a novidade", ele, à boca miúda, saiu-se com essa: "Não espalhem, mas o Exército Brasileiro está sem munição".

Se a piadinha fosse contada nos dias atuais, até poderia fazer sentido. O Exército Brasileiro está "de quatro" à mercê de bandidos. A ousadia dos bandidos contra um estado idem, está passando dos limites. A bandidagem está invadindo quartéis e roubando armamentos pesados e munição, obviamente para uso na "guerra urbana" comandada pelo tráfico, que faz dezenas de vítimas todos os dias, inclusive os atingidos por "balas perdidas".

Hoje cedo, no "Bom Dia Brasil", mostrava um dos quartéis invadidos na cidade de Ribeirão Pires, em São Paulo. A fechadura da porta da sala que guardava as armas, estava presa com fita adesiva.

Seria justo dizer então que, "o Exército Brasileiro" está sem segurança e sem noção?"

Tomara que não me levem ao pelotão de fuzilamento.

Cabo de Santo Agostinho - PE
Comentários
1 Comentários

1 comentários:

Silvia disse...

Muita boa a histórinha...rs

Como dizia Chico Buarque "chame o ladrão"

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