segunda-feira, 1 de junho de 2009

O que se come no sertão nordestino!


De acordo com o dicionário Houaiss, a origem da palavra "sertão" ainda é obscura. Reza a lenda, entretanto, que "sertão" é tão somente uma contração de "desertão", a condição climática que os colonizadores encontraram à medida que foram se deslocando ao interior do Nordeste para criar o gado que havia perdido espaço no litoral para as plantações de cana.


As condições adversas encontradas exigiam comidas que também fossem resistentes ao clima e foi assim que o agreste contribuiu com alguns dos pratos e ingredientes mais característicos da região.

A carne-de-sol e carne-seca (ou jabá) surgiram da necessidade de conservar a carne do boi por mais tempo no semi-árido. As duas levam sal grosso, a diferença fica na quantidade. Apesar da semelhança, as duas são ligeiramente diferentes. A carne-de-sol é seca ao ar livre e, ao contrário do que se pensa, o processo é feito durante a noite. Além disso leva menos sal e seu preparo é artesanal. Já o principal método de conserva do jabá é a salmoura, que pode ser feito industrialmente.

Do Norte e Nordeste do Brasil, o feijão de corda ou verde é amplamente utilizado no sertão, onde se popularizou em pratos como o baião-de-dois (arroz, feijão de corda e queijo coalho) e o arrumadinho (feijão de corda, carne seca desfiada, cebola e coentro). Outro ingrediente original do sertão é a manteiga de garrafa, feita a partir de leite batido e cozido em fogo baixo até ficar pronta, e mais resistente que a manteiga comum. Podem ser necessários até 50 litros de leite para fazer um litro de manteiga de garrafa, muito usada em pratos com carne seca e de sol, camarão e mandioca.

E não se pode esquecer do bode, um dos ingredientes mais controversos da culinária nacional. Nada mais do que o cabrito mais velho, o bode se adapta bem às dificuldades do sertão. Sua carne é mais dura e cozida por mais tempo. A buchada é uma das iguarias feitas a partir das entranha do animal e está longe de ser uma unanimidade fora do semi-árido nordestino. Entre os sertanejos, porém, a carne é valorizadíssima.


Comentários
1 Comentários

1 comentários:

Jorge disse...

Agostinho, aqui do Rio de Janeiro o meu olhar espreita o teu jeito,as tuas manias e tuas ideias, dos tempos antigos e dos modernos tambem, eu sou um oriundi deste Recife, meu pai foi chamado aqui no Rio de Janeiro, de Paulista, por apelido e já falecido há mais de 50 anos, morreu um menino ainda aos 37 anos, e me impossibilitou de ter conhecido toda a minha origem ai de Recife, so sei lhe dizer, que o meu avô,era Damiao Queiroz da Silva e a minha avó, o primeiro nome era Balbina, sei por historia contada por meu pai, quando eu era criança, que eles eram donos de sitio, e na epoca que meu pai fugiu para o Rio de Janeiro, ele veio do Municipio de Paulista, onde residiam e eram criadores e plantadores, e sei ainda que o meu avô tinha sido assassinado, quando fazia uma demonstraçao publica, patrocinada pela Prefeitura desse mesmo municipio. Eu preciso do endereço e do email, do Cartorio dessa localidade, quero fazer contacto, me ajude se puder, caso nao possa passe a borracha nessa historia pois vem de 1928.
Falando do seu Blog é uma originalidade sem fim, ponha nele um contador internacional, ele merece ser visto pelo mundo da comunicaçao!

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