quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quando somos vítimas da violência urbana


Todas as vezes que falamos sobre a "violência urbana", sempre nos vem à mente algum fato que tomamos conhecimento, de comoção geral ou ainda, um certo fato acontecido com um conhecido ou amigo ou até mesmo, quando nos referimos às estatísticas que tomamos conhecimento diariamente.

Porém, tudo isso deixa de ser relevante, quando somos nós próprios as vítimas dessa violência.

Ontem escrevia aqui, sobre festa. Hoje, escrevo sobre um aspecto desse tipo de violência, acontecida exatamente durante a festa da qual falava ontem.

Estava eu reunido com amigos, irmãos e outros parentes, crianças e adultos, na residência de um de meus irmãos, na cidade de Caruaru, que fica distante de Recife, cerca de 120 km. O clima era de festa junina: fogueira, crianças soltando fogos de artifício, churrasco, vinho, forró, quando, à meia-noite, dois indivíduos portando armas de fogo, invadem a casa e anunciam um assalto.

Graças a Deus todos os adultos mantiveram a calma, o que ajudou às crianças também a não se desesperarem, especialmente diante das ameaças de armas apontadas e a de que "se não fóssemos rápidos na entrega dos pertences, iriam começar a bater nas pessoas. No fim de tudo, não praticaram nenhuma violência física contra nenhum dos presentes, mas levaram o carro de um casal de amigos que estavam participando da festa, celulares (consegui evitar que o meu fosse levado), carteiras contendo documentos, cartões de crédito, etc., as bolsas da mulheres presentes, equipamentos eletrônicos, inclusive a minha máquina digital contendo fotos que hoje planejava postar aqui e no Orkut.

Sei que convivemos com a falta de segurança pública, com a ineficiência e desaparelhamento da polícia, com a conivência e cumplicidade da própria polícia, em muitos casos, mas é diferente "sentir na pele", especialmente quando estamos na iminência do risco de uma atitude mais drástica e da exposição das crianças a esse mundo, que, no geral, não faz parte de seus universos infantis.

Mas, "como entre mortos e feridos", escapamos todos, apenas com os transtornos e perda dos bens materiais, resta-nos agradecer a Deus por todos estarem bem e "correr atrás do prejuízo", tentando repor os bens roubados, sem esperar pela eficiência policial.

Agora, também fazemos parte das estatísticas.

Recife - PE
Comentários
4 Comentários

4 comentários:

ceiça disse...

È amigo muito triste isso ainda bem que acabou bem ne. O duro é o trauma que fica. Esses dias eu tive uma arma encostada na minha testa, no meu cabelereiro.
Estava sentadinha no lavatorio ele passando xampu e dando um trato nas minhas madeixas rs eis que entra um pivete pra assaltar, e encosta uma arma e ainda acelera a gente
\Vamos tia anda logo ou vai querer morrer ai mesmo .Por sorte ele estavanervoso e se atrapalhou e o assalto dele deu em nada.
Mas ainda naum voltei lá no salão.
Por puro trauma.
abraços

Ninguém envolvente disse...

Que chato! Sinto muito. Mas fico feliz por ter acabado bem. Não há muito o que ser dito, violência é algo que todos estamos sujeito.
Mudando de assunto...
Você tomou uns "quentão" lá por mim? rs
Bjs
ahh.. ficou linda a foto do blog, da água na boca!

Anônimo disse...

Nossa Gostinho !!! POr isso achei estranho nao ter fotos do seu São João no orkut , mas graças a Deus todos estão bem ... situação revoltante !Beijos meu querido . A paz de Jesus e o amor de Maria ..
sheila

Kari disse...

Malditas estatísticas...
E sim, quando a violência nos bate a porta, é quando realmente nos damos conta de que ela existe. Passamos a vê-lo de uma forma dirente, com outros olhos. Mas, como vocês mesmo disse, graças a Deus estão todos bem.

E quanto ao blog, sei que é muito tempo, pois vejo inúmeros blogs começando e acabando e fico feliz por sobreviver nesse mundo por tanto tempo...

Beijos

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