quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O lado bom das redes sociais

Elizabete e sua filha, Juliana (Foto JC)

As chamadas "redes sociais", como Facebook, Twitter, Orkut, etc., são, às vezes, taxadas de "redes de prostituição, de pedofilia", entre outros adjetivos, exatamente pelo mau uso que muitas pessoas fazem das mesmas. Há, entretanto, verdadeiras histórias de alegria, de reeencontros, de encontros, etc., que só foram possíveis graças a essas redes.

Uma dessas histórias acaba de acontecer em Recife e está sendo contada hoje no site do Jornal do Commércio, o "JC OnLine". Trata-se da história da dona de casa pernambucana Elizabete Galvão, hoje uma avó de 49 anos, que, graças ao Orkut, reencontrou seu pai que não via desde os 2 anos de idade.

Segundo o site, "A ideia de procurar por José de Arimatéia (o pai) só surgiu em agosto desse ano, quando Elizabete colocou acesso à internet na casa onde mora com a filha Juliane e com o neto João Mateus no bairro de Casa Caiada (Olinda). Aliás, partiu de Juliane a sugestão de fazer a busca. Depois de procurar pelo nome do avô no Google e no Facebook, ela recorreu ao Orkut e encontrou um perfil com o mesmo nome. "Daí eu fui comparando as informações que eu tinha sobre ele: a cidade natal, a cidade onde ele morava, a idade apróximada. Tudo bateu", fala Juliane.

O contato inicial foi com a nora de Arimatéia, Debóra Menezes, que estava na lista de amigos do avô de Juliane. Todas as trocas de mensagens foram acompanhadas de perto por Elizabete, que sentava na beira da cama enquanto a filha mandava e recebia as mensagens. Após uma série de perguntas e respostas, Débora levou o caso a seu marido, filho de Arimatéia, que foi conversar com o pai sobre o assunto. Até aí, ninguém da família dele sabia da existência dessa filha pernambucana. "Meu irmão contou que foi tentando conversar aos poucos com o pai, que é muito reservado. Ele foi perguntando sobre o passado dele, sobre o tempo que passou no Recife, até que ele próprio abriu que teve uma história de amor muito bonita na cidade e que teve até uma filha", relata Elizabete. Após a confissão, o filho contou ao pai que Elizabete entrou em contato para conhecê-lo. Segundo o irmão de Elizabete, Arimatéia disse que seria a maior felicidade da vida dele reencontrar a filha. A partir daí, começaram os contatos entre pai e filha por telefone e pelo Skype, através do qual os dois podiam se ver via webcam. No início de outubro, Juliane foi ao Mato Grosso do Sul para um treinamento que a empresa em que trabalha promoveu. Na volta, ela fez uma conexão em Campinas (SP). "Meu avô, meu tio e a esposa dele foram até o aeroporto me encontrar. Durante as quatro horas que passei em São paulo, nós conversamos muito. Ele é muito legal, bem descontraído", afirma.

Elizabete embarca na madrugada do sábado e fica em São Paulo até o dia 8 de novembro. Ela vai comemorar o aniversário do pai, que faz 71 anos em 2 de novembro, ao lado dele. Sobre as expectaivas do encontro, diz que quer aproveitar a companhia do pai e não pretende falar sobre assuntos do passado. "Eu acho que, pelo tempo, não tem mais nada para perguntar, Quero curtir o encontro. O que passou passou. Ele era muito jovem naquela época e todo jovem comete erros", afirma. Em Americana, José de Arimateia diz que a expectativa não é só dele, mas de toda a sua família. "Todos os meus filhos aceitaram e aplaudiram demais esse evento. A família toda está alegre porque vai ganhar mais membros", conta. "Minha filha é linda. Eu adorei vê-la e vou adorar ainda mais quando ela chegar aqui. Vai ser um presentão de aniversário", completa."



A quem interessar ver a matéria completa, inclusive com um vídeo, acessem:

http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2009/10/22/orkut-ajuda-pernambucana-a-reencontrar-pai-depois-de-47-anos-203324.php

Recife - PE
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