sábado, 28 de novembro de 2009

Lula, caráter não se vende na farmácia!




Há coisas na vida, que marcam indelevelmente a vida de um ser humano e, de uma forma ou de outra, são demonstradoras de seu caráter, independendo do meio, do nível escolar, do nível social. Coisas que são "forjadoras" do caráter e que passam de uma geração para outra, de pai para filho, como um DNA que não se enxerga sequer em ultramodernos microscópios.

Ontem, na Folha de São Paulo, o articulista César Benjamin, ex-filiado e um dos fundadores do PT, amigo pessoal de lula, publicou uma parte de sua história nos porões da ditadura, e, entre essas histórias contou um fato acontecido em 1994, durante da campanha de lula contra FHC, que é exatamente uma demonstração daquilo que escrevi acima: uma demonstração do nível de caráter do homem que já comanda esse país por quase 8 anos.

Vou colar o texto integralmente, no fim colocando também um pequeno currículo do César Benjamin, a quem lula chamou de "louco" e "que não iria tomar nenhuma providência contra, pois deve tratar-se de um momento de loucura" do "cumpanhêro".

Vamos ao texto:



************


São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.


Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.


Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.


Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".


Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos.


Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.


O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.



Quem é César Benjamin

César Benjamin, 55 anos, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.




Recife - PE
Comentários
5 Comentários

5 comentários:

Gabi disse...

Lula, o tarado e estuprador! Era só o que faltava aparecer

Olha que quem come, dá também, hein!

Essa Salada, cada dia mais imperdível

Paulenhaaaaaaaa disse...

mas jah gosta de Lula esse meu amigo, rssssssss

Adir disse...

Agostinho,
Concordo com a Gabi, esta salada está imperdível!
Estou um pouco ausente, em vista da correria de final de ano.
Estou sempre aqui, embora na maioria das vezes não tenha tempo para comentar.
grande abraço,
meu e do Jorge

Candy disse...

E no fim das contas ele pegou o menino a força mesmo?
O_o

Sumidinhaaa, né?
Pense numa correria! to trabalhando durante a semana no interior e lá a internet é horrível, aí quando chego na 'capitá', é pra resolver pepino, pagar conta, ir a banco, sair com o namorado, trabalhar mais, ir a aula... enfim, sem tempo nem pra xingar ngm.
kkkkkk

beijaoo

Silvia Masc disse...

Como diriam as "bee" "Tô passada"!
É meu amigo, conhece aquele ditado que em M quando mais se mexe mais fede?
Uma pena, mas as pessoas que recebem bolsa família, bolsa..., bolsa..., bolsa... não leem o salada, e se lessem, provavelmente não entenderiam.
beijinho

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