quinta-feira, 22 de abril de 2010

O descobrimento de Portugal


Estátua em Lisboa em homenagem a Pedro Álvares Cabral




Alguns de nós, "vítimas da TAP"




Caos no guichê de informações da TAP no Aeroporto de Lisboa



Recomeçando a história à partir do post que antecede ao último, recomendo a todos que aqui acessam, que, se puderem evitar, não viajem pela TAP. A atenção ao passageiro em qualquer aeroporto europeu é sempre abaixo da crítica, principalmente nos momentos de crise aguda, como a atual.

Quando chegamos a Lisboa, vindos de Zurique, com mais de 4 horas de atraso e depois de perder a conexão para Recife, penamos por mais de 2 horas, de guichê em guichê, todos lotados e com apenas duas atendentes, sem conseguir uma informação mínima de como deveríamos proceder para remarcar a volta, ou sobre as acomodações que teríamos durante o tempo em que fosse necessário parmanecer em Portugal. Aquele aeroporto, porta de entrada na Europa, não fechou em nenhum momento por conta dos transtornos causados pelo vulcão islandês, portanto deveriam ter montado uma "estratégia de guerra", para situações como a nossa, que aconteceram às centenas, mas que agiam como se a situação fosse de normalidade. Haviam entre as pessoas, idosos, crianças de colo e outras em situações especiais.


Por fim nos levaram a um hotel, remarcaram nosso vôo para o dia seguinte. Muitos não tiveram a mesma sorte e devem permanecer em Lisboa ao menos até o próximo sábado. Outros ainda, foram encaminhados para destinos diferentes do que pretendiam, para, de lá, serem reembarcados até o destino final.

Mas enfim, chegamos!

Excetuando esse stress, valeu a pena passar um dia em Lisboa, que é, de fato, uma bela cidade.

É certo que em Portugal "não se toma o café-da-manhã", mas sim o "pequeno almoço". É certo ainda que suas belas "raparigas" usam "cuecas" ao invés de calcinhas e mais certo ainda, que lá ninguém pega fila, mas sim "bichas". O ruim é quando se tem que pegar "o rabo da bicha".

Ontem "descobri Portugal", talvez em homenagem ao Cabral, que há 510 anos, completados hoje, dizem que descobriu o Brasil. Já é a sexta vez que vou àquele país, mas ontem o olhei com olhos diferentes e percebi que, desde que foi agraciado com a entrada na "Comunidade Européia", cresceu e modernizou-se a olhos vistos.

No fim das contas, depois de 15 dias viajando pelo chamado "primeiro mundo", ouso dizer o quanto ainda precisamos crescer como povo, como sociedade, como educação, como comunidade que visa o bem comum, como cidadãos.

Vou seguindo então, meu caminho, tentando fazer a minha parte, embora muitas vezes falhando, tropeçando e caindo. Mas sou, talvez, um "idiota" que acredita que um dia esse país possa ter jeito.




Recife - PE

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Ignoto Jardim disse...

Santo Agostinho, enfim, de volta à terra?Tu é fogo, né? Tu mata a cobra e mostra o pau! Belas fotos, só faltou a fumaça do vulcão, mas aí já seria demais. Enfim, linda foto do grupo, teve até um babezinho no grupo, que lindo!
Eu queria uma trabalho como o seu: enquanto carrega pedra, vc passeia na Europa. É mole?
É mole nada! É ótimo viver esse vidão, aliás, supervidão!
enquanto vc euroupeizou, (inventei mais um verbo, como se os tivessemos poucos), enfim, enquanto vc europeizou, eu amaguei uma desgraçada de uma dengue tropical, quase morri, enfim, não morri, mas quase vi santo agostinho no céu.( Não vc, mas o santo filósofo).
Abração e parabéns pelo belo passeio/viagem/trabalho.

Juliana disse...

Oiee!!

Claro, claro! Tem jeito sim!
Só temos que continuar acreditando nisso e fazendo a nossa parte!
Um belo dia de sol, colheremos os frutos...
hahahaha

Beijão

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