segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Vinho Verde


Do JC On-Line



Por Amanda Loyo

Lá em cima, no noroeste de Portugal (acima do Douro), está localizada a região do Vinho Verde, também conhecida como Minho, por conta do rio de mesmo nome, que divide Portugal da Espanha. Com cerca de 35.000 hectares, é a maior Denominação de Origem Controlada do país e, também, uma das maiores do mundo.

Esta região produz um vinho levemente frisante, de baixa graduação alcoólica (em torno de 8,5%) e muita acidez, podendo ser tinto, branco ou rosé. São vinhos bastante refrescantes, ótimos para climas quentes. Os brancos são o destaque do local.

As principais uvas brancas são Loureiro, Alvarinho e Trajadura, e as tintas são Vinhão e Espadeiro. Os melhores Vinhos verdes têm sido produzidos 100% da uva Alvarinho.

Ribatejo, outra região do país, situada entre a Estremadura e o Alentejo, produz alguns vinhos interessantes. O tinto é rico em taninos, de cor intensa, encorpado e com boa estrutura. Já os brancos possuem aromas frutados e devem ser consumidos ainda jovens.

As variedades nativas utilizadas na produção dos vinhos brancos são: Arinto, Fernão Pires e Talia (variação portuguesa de Ugni Blanc). Para os tintos, são usadas, principalmente, Baga, Trincadeira e Castelão Francês (Periquita).

Outra cepa recentemente introduzida na região e que vem dando bons resultados é a Cabernet Sauvignon, produzindo excelentes vinhos de guarda.
A oeste do Ribatejo está a região da Estremadura, a segunda maior do país, que se subdivide em 10 DOC’s, sendo os principais: Bucelas, Carcavelos e Colares.
Só agora que esta região tem começado a produzir vinhos de qualidade superior e bastante variados, como brancos elegantes e refinados da uva Arinto, tintos bastante tânicos e, até, vinhos de sobremesa.
Para vinhos fortificados, além da região do Douro (Porto), Portugal também conta com as regiões de Madeira e Setúbal.

Madeira produz vinhos fortificados, variando de secos a doces. Estes vinhos assemelham-se mais aos chamados Jerez (Espanha) do que aos conterrâneos vinhos do Porto, por sua variedade de estilos. As castas mais utilizadas são Sercial, Verdelho, Boal, Malvasia e Tinta Negra.

Uma história bem interessante sobre a Ilha de Madeira trata de sua descoberta em 1418, por Zarco, “o vesgo”. Ao notar que não teria acesso à ilha, que era coberta por densa vegetação, Zarco ateou-lhe fogo. O resultado foi um incêndio que durou 7 anos até ser totalmente apagado. Curiosamente, devido à queima, o solo tornou-se extremamente adequado ao cultivo de uvas.

Já em Setúbal, os vinhos fortificados são elaborados a partir da uva Moscatel, o chamado Moscatel de Setúbal. Este vinho tem um teor alcoólico de 18%, com um bouquet altamente frutado, quando jovem.



Recife - PE
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