terça-feira, 16 de novembro de 2010

Li e recomendo!


Confesso que não sou adepto de "livros filhotes", que, ma minha definição, são aqueles livros que seguem um tema de um livro anterior do mesmo escritor, que foi um grande sucesso. Por isso recusei-me a ler livros de Irvin D. Yalon, escrito após "Quando Nietzsche Chorou", a exemplo de "A Cura de Schopenhauer"; "A Cidade do Sol", de Khaled Houssein, lançado após "O Caçador de Pipas", entre outros.

E iria também cometer a mesma barbaridade (agora sei disso), com o Laurentino Gomes, autor de 1808", ao deixar de ler "1822".

Para quem quer entender um pouco do atual Brasil, com todas suas contradições sociais, econômicas, educacionais, morais, etc., não poderia deixar de ler o primeiro livro e agora, mais ainda, não poderá deixar de ler "1822", que estou, literalmente, devorando.

"O foco continua sendo o perfil pouco conhecido dos principais personagens. Não à toa, o complemento do título é “Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”.

“Este livro procura explicar como o Brasil conseguiu manter a integridade do seu território e se firmar como nação independente em 1822”, explica o autor. “A Independência resultou de uma notável combinação de sorte, acaso, improvisação, e também de sabedoria de algumas lideranças incumbidas de conduzir os destinos do país naquele momento de grandes sonhos e perigos”.

Escrita no estilo jornalismo literário, a prosa de Laurentino Gomes está longe dos relatos enfadonhas que priorizam nomes, datas e o discurso oficial. Assim como na empreitada anterior, no novo livro interessa ao autor fatos curiosos, a personalidade dos protagonistas e, principalmente, o “como” as coisas aconteceram.

Ao terminar de ler “1822”, ficam lições de História: 1) a Independência do Brasil tinha tudo para dar errado; 2) apenas o aventureiro D. Pedro poderia ter separado o País de Portugal num ato quase impensado; 3) o Brasil de é fruto da capacidade de vender obstáculos que pareciam insuperáveis em 1822.

E ainda afirmo: "Todos o nosso aprendizado escolar sobre a História do Brasil, será jogado na lata do lixo da memória, ao lermos o livro.



Fonte:
http://tudonahora.uol.com.br/noticia/cultura/2010/09/09/109959/livro-1822-e-tao-interessante-quanto-1808

Recife - PE

Comentários
1 Comentários

1 comentários:

• Bruna Matos! disse...

Já tá na minha lista de livros a ler!
Valeu a dica, beijoo!
^^

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário. Sua opinião, sugestão e crítica construtiva, sempre será bem-vinda.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...