sábado, 5 de novembro de 2011

Porque hoje é sábado!



Quando eu morrer, não faças disparates
nem fique a pensar: "Ele era assim..."
mas senta-te num banco de jardim,
calmamente comendo chocolates.

Aceita o que te deixo, o quase nada
destas palavras que te digo aqui:
foi mais que longa a vida que vivi,
para ser em lembranças prolongada.

Porém, se, um dia, só, na tarde em queda,
surgir uma lembrança desgarrada,
ave que nasce e em vão se arremada,

deixa-a pousar em teu silêncio, leve
como se apenas fosse imaginada,
como uma luz mais que distante, breve,


Testamento do Homem Sensato
Carlos Pena Filho


Recife - PE
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