sábado, 17 de março de 2012

Porque hoje é sábado!


Frequentador da solidão, às vezes
jogava ao ar um desespero ou outro,
mas guardava os menores objetos
onde a vida morava e o amor nascia.

Era uma carga enorme e sem sentido,
um silêncio magoado e impermeável...
A solidão povoada de instrumentos,
roubando espaço à andeja liberdade.

Mas, hoje, é outro quem me lembra aquele
Passeia pelos campos e os despreza
e porque sabe, com certeza clara,

o princípio e o fim da coisa amada,
guarda pouco da vida e o que retém
é só pelo impossível de eximir-se.



A solidão e seu desgaste
Carlos pena Filho

Recife - PE
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