segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Eu, assassino?!


É cada vez mais comum na sociedade hedonista, exclusivista e secularizada, na qual vivemos, a desvalorização e a relativização da vida. Tudo funciona mais ou menos assim: se está bom para mim, os outros que se danem.

E esse pensamento vale para o nosso desrespeito ao Meio Ambiente, as nossas relações com os poderes constituídos (se for necessário corromper, corromperemos, desde que o MEU problema seja resolvido), as nossas relações familiares, de amizade, de relacionamento.

Daí fica fácil entender a relativização que fazemos do aborto, da eutanásia e a nossa anestesia, diante dos crimes hediondos que vemos dia após dia, desfilarem diante de nossos olhos. São os usuários de crack, que parecem "esbofetear nossas caras", tal a ousadia com que fazem uso de seu vício... São os traficantes que alimentamos, comprando suas mercadorias, sem compromisso com as consequências de nossos atos.

Li dia desses, uma "frase chavão", mas que leva à reflexão: "Todos que são à favor do aborto, já nasceram!".

Quem de nós puxou o gatilho que matou ontem, em São Paulo, uma criança de apenas 10 anos de idade que voltava do feriado com seus pais? Quem de nós puxou os gatilhos que já assassinaram dezenas de policiais no estado de São Paulo? Quem de nós somos responsáveis pelos corruptos que colocamos no poder? Serão eles uma foto em 3 x 4 dos que os elegeram?

Mea culpa!

Recife - PE
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