quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

100 anos de Gonzagão


"Rios correndo, as cachoeiras tão zoando... Terra molhada, mato verde que riqueza..."

Esse trecho de "A Volta da Asa Branca" retrata bem a alegria do sofrido povo do semiárido nordestino, com a presença das chuvas no "sertão das mulé séria e dos homi trabalhador".

Nasceu há 100 anos o homem que na sua vida, foi o porta-voz desse povo: "Seu dotô, os nordestino, tem muita gratidão, pelo auxílio dos sulistas, nessa seca do sertão. Mas dotô, uma esmola para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão", segundo José Dantas escreveu e Gonzaga cantava.

Ainda hoje, em pleno século XXI, o homem do campo sofre com a estiagem, quando se fossem implantadas políticas sérias e definitivas, o problema estaria totalmente resolvido. Aí está a obra faraônica da transposição do Rio São Francisco, totalmente parada, depois de consumir verbas em corrupção.

Mas essa voz ainda hoje grita para protestar, para alegrar, para fazer sorrir, para sustentar a fé dessa gente de Gonzaga.

Que sua música seja eterna! Que sua voz nunca se cale!


Recife - PE
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