quinta-feira, 14 de março de 2013

Um Papa para o "hoje" da Igreja e do mundo



A escolha de um Papa não é apenas um fato histórico, nem apenas um fato religioso que diga respeito tão somente aos católicos. A escolha de um Papa é a escolha de um líder religioso, mas também a escolha de um homem que terá o papel, além de tratar de seu rebanho e de seus interesses, relacionar-se com outros líderes religiosos católicos e de outras religiões cristãs, de crenças diferentes e também com líderes do "mundo secular".

Tem o papel de um chefe de estado cuja "nação" tem habitantes no mundo inteiro e que, portanto, em nome da defesa de seus interesses, tem autonomia para questionar líderes, presidentes, ditadores, sem caracterizar uma "ingerência nos assuntos de outra nação", como poderia ser acusado qualquer outro chefe de estado, em relação a outro país.

O poder da influência do Papa é temporal e terreno. Tomemos por exemplo a figura de Leão XIII, a Rerum Novarum, que posicionou a Igreja diante das injustiças cometidas contra trabalhadores e pontuou o apoio à organização de trabalhadores em Sindicatos e denunciou atrocidades cometidas após a chamada "Revolução Industrial".

Tomemos ainda por exemplo a Mater et Magistra, de João XXIII, proclamada nos 70 anos da Rerum Novarum, que definia a questão social à luz da Doutrina Cristã e o Concílio Vaticano II. A influência da Populorom Progressio de Paulo VI e o papel de João Paulo II na vida de cada um de nós cidadãos, vítima que fora de um regime totalitário, que trabalhou pela derrocada do "Muro de Berlim", derrubando outros muros simbólicos.

Hoje os problemas são outros. O papa e a Igreja jamais vão compactuar com casamento entre pessoas do mesmo sexo, com o aborto e com tantos outros assuntos que são basilares, entranhados nos pilares da Instituição. Não se trata de conservadorismo ou de modernismo, mas sim de defender uma crença. Porém isso não significa que vá jogar na fogueira quem é contra seus ensinamentos. Cada um , de livre arbítrio, pode escolher seu próprio caminho.

O certo é que cada vez mais, nossa sociedade se torna secularizada, relativiza valores e assume a postura egoísta do "se está bom para mim, não preciso de mais nada", sem levar em conta "o outro", o "irmão". E o Papa pode fazer a diferença nesse aspecto, doutrinando seus seguidores e dando exemplos ao mundo "não católico" e "não cristão" e até mesmo aos que não têm fé, mas são "homens de boa vontade".

Então, bem vindo Papa Francisco!


Recife - PE
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