terça-feira, 25 de junho de 2013

As 5 propostas de pacto governamental


Eu seria à favor da convocação de uma Assembléia Constituinte desde que fosse para votar uma nova Constituição Federal que tivesse apenas 2 artigos, que seriam:

Artigo 1º - Todo Brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara;

Artigo 2º - Revoga-se as disposições em contrário.

Mas como isso nunca vai acontecer, ouso comentar as 5 "propostas de pacto", feitas pela presidente, no fim da tarde de ontem, mas não sem antes dizer que tudo que está ali já foi objeto de "plataforma de campanha" dela própria e de tantos outros, mas que só servem em período pré-eleitoral. Vamos a eles:

Reforma Política

Ela própria poderia propor uma PEC ao Legislativo, com a força do povo, propondo, entre outras coisas, sem a menor necessidade de convocar uma "constituinte" apenas para isso. É bem mais rápido, mais eficiente e sob os olhares vigilantes do povo atento:

- Limite de exercício do mesmo cargo por mais de dois mandatos;
- Diminuição do número de deputados e senadores, respeitando a proporcionalidade;
- Fim das mordomias e dos altos salários;
- Manter a "imunidade parlamentar" apenas para processos abertos em função do exercício do mandato e não para crimes de corrupção, assassinato, etc.

Corrupção como "Crime Hediondo"

Nesse ela própria e a sua turminha, estariam assinando sua própria sentença. Mas é necessário sim que a corrupção seja punida com penas severas e sem possibilidade de recorrer das sentenças em liberdade, nem de cumprir as penas em regimes semi-abertos. Cadeia em tempo integral, sem direito a qualquer benefício que diminua a pena.

Maiores investimentos na Mobilidade

Falou que investiria R$ 50 bilhões, sem dizer de onde vai tirar o dinheiro. Mas uma coisa é certa. Se houver transparência no que já foi liberado até agora com esse fim para os estados e municípios, e se não houver corrupção, dá para resolver o problema de forma eficiente, sem que seja necessário colocar um centavo sequer, a mais.

Saúde

Não à convocação de médicos estrangeiros, especialmente de países com ensino deficiente em suas faculdades de Medicina. Sim à utilização de médicos recém-formados, estudantes de universidades públicas, que deveriam retribuir o investimento da sociedade em sua formação, por dois anos pelo menos, atuando em lugares remotos e com carência de médicos, reeditando algo parecido com o antigo "Projeto Rondon". Investimento apenas em construção de clínicas e hospitais e de seus aparelhamentos, com equipamentos que auxiliem nos diagnósticos.

Educação

O mesmo vale para a Educação. Se não houvesse desvios e corrupção, não haveria falta de escolas, de professores capacitados, de merenda escolar. O investimento deve ser no ensino fundamental e no profissionalizante, que gere técnicos capacitados. Para as universidades, investir em pesquisa e no aparelhamento de cursos essenciais, como o de Medicina e afins

É o que penso. Espero estar contribuindo para o debate entre os leitores.

Recife - PE




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