quarta-feira, 10 de julho de 2013

Novo curso de Medicina: medida ineficaz, anticonstitucional e eleitoreira


Atordoados pelas "vozes das ruas" e fingindo escutá-las, o governo tenta responder às demandas da sociedade de forma atabalhoada, pensando mais no imediatismo eleitoral, que na efetiva melhoria das condições dos brasileiros para a educação, saúde, infra-estrutura, fim da corrupção, etc.

Como os brasileiros gritaram nas ruas, "Ei dilma, vai tomar no SUS", ela resolveu retribuir a provocação, fazendo com que ao menos os médicos recém-formados, "tomassem".

Essa medida de aumentar em dois anos o tempo de duração do curso de Medicina e ainda de obrigar os médicos à prestação de serviços ao SUS.  é ineficaz, anticonstitucional e eleitoreira. Diferente do que sugeri aqui neste espaço, há dois dias atrás. E porque? Vamos enumerar:

  • A medida interfere diretamente no bolso dos estudantes das faculdades privadas, que teriam que desembolsar mais 24 mensalidades, a rigor, caríssimas;
  • Aumentaria, por consequência, os custos das universidades públicas;
  • Não se falou em nenhum momento em investimentos em infra-estrutura para atendimentos nesses lugares ermos, como clínicas, consultórios, equipamentos para exames e diagnósticos, hospitais, pessoal de apoio, etc.;
  • Essa medida, se fosse eficaz, só começaria a ter efeito no ano de 2022, quando esses alunos ingressados em 2015, ano que começa a vigorar o novo currículo, estariam se formando, quando a necessidade é AGORA, é urgente.
Portanto, "presidenta incompetenta", não faça ainda mais piadas com a saúde do povo a quem governa.


Recife - PE
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