segunda-feira, 5 de agosto de 2013

De que adianta "corrupção"ser crime hediondo?


Os dicionários definem a palavra "hediondo", como: horrendo, pavoroso, repelente, repulsivo, sórdido.


A corrupção é algo que está encrustado no sistema político e privado do Brasil, muitas vezes considerada até como "algo normal" por grande parte da população, que não vêm nenhum mal em subornar um guarda de trânsito, em roubar na balança, alterar o taxímetro, furar filas, etc.

De tão gritante passou a ser um dos principais lutas de todos nós que fomos às ruas, pedindo o seu fim.

Às pressas, os deputados resolveram desenterrar um projeto que dormia nas gavetas da Câmara desde a época do malfadado "governo lula", que tornava a corrupção por políticos, "crime hediondo" e, portanto, sujeito a penas mais severas e sem direito a fiança.

Ocorre que o projeto foi rejeitado pela Câmara, patrocinado pelo partido que mais corrompe, o "petê", alegando que para ser completo, a lei deveria também punir outros agentes públicos dos três poderes da República. Nada mais justo, porém parou nisso e não andou mais.

Mas é eficaz tornar a corrupção, crime hediondo? Qual a verdadeira eficácia disso, quando os corruPTos já se preparam para corromper também juízes, pagam caros advogados para postergar a ação da justiça e ainda se utilizam de laranjas, o que torna muitas vezes o crime, de difícil investigação.

É necessário ir mais além: a abertura de um processo investigativo deve ser precedida de uma imediata ação judicial para tornar indisponível, imediatamente, todos os bens e contas bancárias do investigado, bem como de seus parentes diretos, até a conclusão do processo. Caso seja provada a inocência, os bens seriam liberados. Caso condenado, serviriam para ressarcir o erário.

Simples assim!


Cabo de Santo Agostinho - PE
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